Eu acredito em Deus, mas de uma maneira diferente! Assim, claro que antes de vos contar a história toda irei pôr-vos a perceber bem isto, está bem?
Primeiro veio uma sopa (a lava dos vulcões). E dessa sopa apareceu Deus. Deus ajudou a sopa a criar o Universo.
Primeiro veio a sardanisca e depois o lagarto e o crocodilo … e depois nascem os macacos e depois os homens das cavernas e depois os humanos e então Deus morre.
Maria do Mar
domingo, 8 de Novembro de 2009
quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Deseducação 2
A ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues criou as chamadas actividades de enriquecimento curricular (música, inglês e ginástica), o que é de louvar (e muito). Mas ter-se-á esquecido de fiscalizar essas actividades, avaliando, por exemplo, os conhecimentos das criancinhas depois de 4 anos de enriquecimento curricular?
A ginástica da minha filha cinge-se ao jogo do lenço (com algumas variantes, é certo), nunca a ouvi pronunciar uma palavra de inglês e não creio que na múscia vá para além da construção de maracas, o que aliás já vem fazendo desde a Infantil (é certo que com duas variantes - ora a partir de latas de Coca-Cola, ora usando embalagens de iogurte líquido).
Enriquecimento curricular?!
A ginástica da minha filha cinge-se ao jogo do lenço (com algumas variantes, é certo), nunca a ouvi pronunciar uma palavra de inglês e não creio que na múscia vá para além da construção de maracas, o que aliás já vem fazendo desde a Infantil (é certo que com duas variantes - ora a partir de latas de Coca-Cola, ora usando embalagens de iogurte líquido).
Enriquecimento curricular?!
Deseducação 1
Tenho uma filha no 3º ano do Ensino Básico. A escola adoptou o manual de Estudo do Meio da autoria de Conceição Vieira da Silva e Maria de Lurdes Monteiro. Aqui fica uma das primeiras perguntas:
«Escreve o nome de dois distritos distantes do de Leiria que fique: .... ».
Será o emprego deliberado de uma figura de estilo (aliteração) ou ignorância? Fácil de ler não é certamente.
«Escreve o nome de dois distritos distantes do de Leiria que fique: .... ».
Será o emprego deliberado de uma figura de estilo (aliteração) ou ignorância? Fácil de ler não é certamente.
sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Charles Darwin
«Ninguem disputa que há muito sofrimento no mundo. Alguns tentaram explicar isto no caso do homem imaginando que serve para o seu aperfeiçoamento moral. Mas o número de humanos no mundo não é nada comparando com o de todos os outros seres sensíveis, e estes muitas vezes sofrem muito sem qualquer aperfeiçoamento moral. Um ser tão potente e tão cheio de conhecimento como um Deus capaz de ter criado o universo é, para as nossas mentes finitas, omnipotente e omnisciente, e revolta a nossa capacidade de compreensão supor que a sua bondade não é infinita, porque qual poderá ser a vantagem do sofrimento de milhoes de animais inferiores durante tempo quse infinitos?»
terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
Literatura
«Quando Deus fez esta treta toda em sete dias, as aves, os rios, os seres humanos, não teve dez minutos para a literatura. "Faça-se a literatura. Alguns gostarão dela, outros viverão obcecados por ela, quererão fazê-la..." Não. Não. Ele não disse isso. Se nessa altura tivesse perguntado a Deus: "Façam-se os canalizadores?". "Sim. Porque eles vão ter casas e precisar de canalizadores. "Façam-se os médicos?" "Sim. Porque eles vão ficar doentes e precisar de médicos para lhe receitarem comprimidos." "E a literatura?" "A literatura? O que é isso? Para que serve? Onde é que isso se encaixa? Por favor, eu estou a criar um universo, não uma universidade. Nada de Literatura."»
(Philip Roth, Casei com um comunista)
(Philip Roth, Casei com um comunista)
domingo, 18 de Janeiro de 2009
As nossas crianças esclarecidas
Dia 16 de Janeiro fomos surpreendidos pela notícia de que 10 000 alunos do ensino básico e secundário iriam entregar a quem de direito um abaixo-assinado exigindo a demissão da ministra da Educação. Logo me ocorreu que a minha filha de 7 anos, bem como todos os seus pares, foram assim como que milagrosamente providos de consciência política. Que bons docentes têm as nossas crianças! Não se entende como é que alguém anda por aí a dizer que os nosso professores são maus! Crianças assim tão conscienciosas a haver só na China! (e sabe-se lá à custa de que métodos!)
quarta-feira, 4 de Junho de 2008
A mãe do Ruca e a Sra. Grande (Mãe Elefante)
Enquanto todas as manhãs cumpro, com pouca disponibilidade e desajeitadamente, os meus deveres de cabeça, tronco e membros de casal, a minha filha de seis anos vê os desenhos animados da RTP2. Aqui e ali vou ouvindo qualquer coisa e com alguma perplexidade tenho vindo a reparar que as mães, nos desenhos animados, são as mães do século XX, do género empregada doméstica. Enquanto os pais (homens) trabalham, trabalham, enchendo as casas de euros, as mães fazem o pequeno almoço, o almoço, o lanche e o jantar, lavam pilhas de loiça, aspiram afanadamente os tapetes. Ai delas se adoecem! Os seus lares mergulham no caos – fica tudo imundo, brinquedos por todo o lado e a comida, bem, e a comida quando não fica esturricada é de pacote, já se vê (porque ao supermercado os homens vão, uma vez por outra)
Será que os senhores que fazem os desenhos animados são antigos? Ou será que o meu mundo anda à frente do mundo dos senhores que fazem os desenhos animados? Há muito que deixei de pensar o mundo em função da dicotomia homem/mulher e fico sempre um pouco perplexa quando oiço aquele tipo de frases - «As mulheres são todas iguais», «os homens são todos uns filhos da mãe» (para utilizar um eufemismo). Não me tenho dado conta nem que as mulheres continuem a ser domésticas nem que os homens continuem a garantir o sustento da família. Nem que todas mulheres sejam iguais, nem que todos os homens sejam uns filhos da mãe.
Se calhar ando enganada! Ou então não ando, e os machos, quais filhos da mãe, montaram uma conspiração contra as fêmeas. Saudosistas, tentam enfiar na cabeça dos nossos filhinhos o modelo familiar que gostariam de ver reproduzido. Mas então, meus senhores, e o dinheiro?!
Será que os senhores que fazem os desenhos animados são antigos? Ou será que o meu mundo anda à frente do mundo dos senhores que fazem os desenhos animados? Há muito que deixei de pensar o mundo em função da dicotomia homem/mulher e fico sempre um pouco perplexa quando oiço aquele tipo de frases - «As mulheres são todas iguais», «os homens são todos uns filhos da mãe» (para utilizar um eufemismo). Não me tenho dado conta nem que as mulheres continuem a ser domésticas nem que os homens continuem a garantir o sustento da família. Nem que todas mulheres sejam iguais, nem que todos os homens sejam uns filhos da mãe.
Se calhar ando enganada! Ou então não ando, e os machos, quais filhos da mãe, montaram uma conspiração contra as fêmeas. Saudosistas, tentam enfiar na cabeça dos nossos filhinhos o modelo familiar que gostariam de ver reproduzido. Mas então, meus senhores, e o dinheiro?!